Quanto mais se aprende, mais se sabe. Quanto mais se sabe, mais se esquece. Quanto mais se esquece, menos se sabe. Então, para quê aprender?

15
Mai 08

 

Frei Gélico, dizei-me,
uma vez que vossa infinita sabedoria de homem despido de artefactos ainda se mantém, se devo ler nos sinais dos tempos o desprezo pelas coisas terrenas e entre no meu êxtase mais profundo de uma vez por todas.
Frei Gélico, dizei-me,
homem de cordão pendendo da cintura, já que nada mais aí os meus olhos castos vislumbram, se os decretos se fizerem para nos gozar ou se devemos nós gozar com eles.
Dizei-me, se tal a vossa sabedoria atinge e a minha sapiência se tornou parca, se não é melhor não fazer regras se depois elas são para não se cumprirem.
Sabei, Frei, que hoje ouvi uma grande iniquidade e pareceu-me reconhecer uma risada dos altos.
Falai, Frei, aí com quem manda, que o mundo armou-se de coisa que lhe chamam liberdade e acho que não sabe em que gelos derrapa.
Sabei, Frei, que hoje a história era assim, a modos como ma contaram, e que me gelou mais que pedacinhos de água solidificada em caipirinha rasca.
Contava-vos, Frei, que um dos homúnculos imberbes que frequentam as nossas escolas actualmente, disse, textualmente, a um dos que professam a nossa vocação, um vetusto e calmo frei de mais de cinquenta anos, medindo altura e forças: “já alguma vez um aluno lhe pregou dois pares de estalos?”
Frei Gélico, dizei-me, há justiça e integridade por que bandas?
 
Debruçai-vos mais um pouco e derramai no meu copo mais um vale de lágrimas.
 
publicado por Soror AlCuMofadado às 22:25

CorretorEmoji

Notificações de respostas serão enviadas por e-mail.


Maio 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
17

18
21
23
24

25
27
28
29
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
arquivos
2009

2008

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO