Quanto mais se aprende, mais se sabe. Quanto mais se sabe, mais se esquece. Quanto mais se esquece, menos se sabe. Então, para quê aprender?

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Jun 08

 

A Eligária é assim a modos que uma mastronça de uma noviça a repetir os mesmos cânticos gregorianos pela terceira vez. Teimosa que nem a burra da paróquia, por onde passa leva tudo à frente e sem daqui vai. Tem um certo jeito de mãos, fazendo de qualquer papel, tesoura e cola uma obra digna de ficar no museu. A sacola que a acompanha é uma mistura de contentor sem separação de lixo, de onde saem, com artes mágicas, fios, arames, tampas, tecidos, desodorizante, caixas de fósforos… Tenta acompanhar as modernices e ultimamente traz espetado na parte superior da orelha um metal, daqueles de segurar as meias novas, à laia de piercing que esconde antes de regressar a casa.
Do que gosto na Eligária, tirando a voz estridente com que massacra os demais, é a pureza de escrita. Num destes dias, como sempre navegando no seu mundo de criatividade, estava concentrada a escrever naqueles papelinhos amarelos que se colam para ajudar alembraduras. Caçados os papéis e destinados a um noviço da sua eleição, rezavam assim: “Fenho de Pota” e “Teo pai e õ boi”. Depois de negar como Judas, mas após aturadas investigações, chegou-se à conclusão que a Eligária estava a criar um novo prospecto para se candidatar a uma carreira na educação. 
Eu acho, sinceramente, que a Eligária tem futuro!
publicado por Soror AlCuMofadado às 10:03

Irmã,

Folgo em ver que voltou a escrever no pasquim do convento.
Começava a ficar ansioso por não saber notícias das TRETAS que por aí se vão passando.

Fico satisfeito por verificar que finalmente começam a dar frutos as insistências das Sorores em formar as noviças pois, pelos vistos, já anseiam em atingir o vosso patamar.

Calculo que algum esforço tenha de ser feito para limar algumas arestas, polir muitas superfícies, e talvez, quem sabe, moldar alguns formatos!...

Mas minha querida Irmã, não queria certamente ter a papinha toda feita, não é verdade?..

Cuide-se de redigir todos os aspectos a melhorar, e esteja descansada que pela minha vocação de mecenato, se uma resma de papel não chegar, eu disponibilizarei as que forem necessárias.

Ficarei atento às suas notícias quanto ao desenrolar do período lazeral dentro do convento.

Arma de Arremesso

Arma de Arremesso a 20 de Junho de 2008 às 14:45

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